O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, anunciou esta quinta-feira que será criada a Força Espacial dos Estados Unidos da América até 2020.

Chegou o momento de estabelecer a Força Espacial dos Estados Unidos”, afirmou Mike Pence na conferência de imprensa que aconteceu no Pentágono.

Em junho, Donald Trump anunciou, durante um discurso feito num encontro com o Conselho Nacional do Espaço, que foram dadas ordens “ao Pentágono para começar de imediato o processo necessário para estabelecer a Força Espacial como o sexto ramo das Forças Armadas”.

Dois meses depois, foi confirmado pelo vice-presidente dos Estados Unidos que as Forças Armadas irão deixar de ser compostas por cinco ramos (Força Aérea, Marinha, Exército, Guarda Costeira e Marines) e passarão a seis, somando ao grupo a Força Espacial.

Uma das medidas essenciais para a existência da nova força é a criação uma unidade de um novo Comando de combate unificado que “melhorará e desenvolverá as guerras espaciais". Será para a Força Espacial como os SEAL e o Exército são para as Forças de Operações Especiais.

Atualmente são cerca de 18 mil os militares e civis que trabalham no Departamento da Defesa que estão envolvidos nas operações espaciais, ajudando a controlar os 140 satélites norte-americanos.

Outra medida tomada é criação de uma nova entidade denominada por Agência de Desenvolvimento Espacial, que será "encarregue de desenvolver e colocar em campo as capacidades da próxima geração, rapidamente", ajudando o Departamento da Defesa a "libertar-se de estruturas burocráticas ineficazes", primando pela inovação.

Também um civil irá ocupar um novo cargo que estará encarregue de fazer a ligação entre a Força Espacial e a Secretaria da Defesa.

Conhecidas as medidas é o momento de saber-se que Mike Pence pede um investimento de 8 mil milhões de euros para a criação deste exército que considera ser “a evolução natural” das Forças Armadas norte-americanas. Contudo, o plano tem ainda que ser aprovado pelo Congresso.

Segundo o vice-presidente, a China e a Rússia têm desenvolvido mísseis, lasers e outras tecnologias com o objetivo de atingir os satélites norte-americanos, mas garante que “a América vai dominar” o espaço.

Os nossos adversários têm estado a trabalhar, recentemente, para trazerem novas armas de guerra para o espaço. Os melhores e mais fortes americanos vão ser chamados a combater uma nova geração de ameaças ao nosso povo, à nossa nação.”