A Alemanha considera "construtivo" o resultado do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou uma porta-voz do Governo alemão.

"O Governo saúda o acordo para uma ação construtiva no âmbito do comércio", escreveu Ulrike Demmer na rede social Twitter.

"A Comissão pode continuar a contar com nosso apoio", acrescentou a porta-voz, depois dos dois altos responsáveis anunciarem uma série de decisões nos setores da agricultura, indústria e energia, cujo alcance exato precisa ainda de ser confirmado.

De acordo com fonte europeia, nenhuma nova tarifa aduaneira será imposta sobre as importações de carros europeus para os Estados Unidos, o que era uma questão particularmente sensível para a Alemanha.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, congratulou-se com o facto de a “Europa provar que não se deixa dividir”.

"E nós vimos isso. Quando a Europa mostra-se unida, a nossa palavra tem peso", disse Maas numa curta declaração, a partir de Seul, onde está a realizar uma visita.

Mas acrescentou que “a resposta para a “’America first’ (frase utilizada por Donald Trump) só pode ser uma Europa unida”.

Numa primeira reação no Twitter, na noite de quarta-feira, o ministro da Economia alemão, Peter Altmaier, viu no resultado desta reunião "um avanço" capaz de evitar uma guerra comercial e salvar milhões de empregos.

A França, no entanto, pediu hoje "esclarecimentos" sobre este acordo, exigindo que a agricultura permaneça "fora do campo de discussão”.