Dominique Strauss-Khan começa esta segunda-feira a ser julgado num caso de proxenetismo na cidade francesa de Lille e onde o seu nome apareceu no meio de escutas.

O antigo chefe do Fundo Monetário Internacional, acusado por uma camareira de um hotel nova-iorquino de tentar violá-la, está agora novamente nas bocas do mundo, depois de se ter afastado da instituição financeira internacional e de ter sido afastado da corrida às presidenciais, onde o seu nome era bem-querido nas sondagens àquelas eleições que François Hollande veio a vencer.

No julgamento que começa esta segunda-feira, Dominique Strauss-Khan seria um dos clientes desta rede de prostituição. O jornal francês «Le Monde» descreve a acusação deste processo, com 210 páginas - que ganhou o nome de «Caso Carlton», já que esse é o nome de um dos hotéis onde tudo se passava -, como «um filme dos anos 50, que se passa em Lille, com hotéis mais ou menos chiques, onde o amor é pago como uma espécie de tarifário pré-pago e o rececionista dá a chave do quarto de hotel aos clientes e sem fazer perguntas. Com algumas diferenças. Os casos ter-se-ão passado, no entanto, entre 2009 e 2011 e não só em Lille, mas também em Paris e Madrid. Sexo com menores de 18 anos não é crime em França, mas ganhar dinheiro com isso é. E isso é o que se vai ver.

Sem o glamour de um «Moulin Rouge», este caso de proxenetismo agravado que junta para além do senhor DSK outros 13 arguidos vai colocar literalmente a nu na barra do tribunal mais um escândalo ligado àquele que já foi o homem-forte do dinheiro. Caído em desgraça? Talvez não. Pelo menos a avaliar pela última sondagem do «Le Parisien».

Os franceses chamam «imoral» a Strauss-Khan, mas «competente» e, por isso, de acordo com a sondagem feita pelo jornal em véspera do início de mais um processo sobre a vida sexual de DSK, os franceses inquiridos gostariam de ter entregue o destino das suas vidas a este homem em 2012 - que, se for condenado, pode passar até dez anos na prisão. É que 79 por cento considera que se DSK tivesse concorrido e ganho as eleições presidenciais no lugar de Hollande teria feito um melhor trabalho. Quase 60 por cento diz mesmo que a situação económica e financeira do país seria melhor se DSK estivesse a tomar conta dessas pastas. A sondagem foi realizada entre os dias 29 e 30 de janeiro. DSK aparece como favorito à frente do Hollande e Sarkozy. 

O ponto fraco de Dominique Strauss-Khan parecem ser mesmo as mulheres. Mas, olhando para vida amorosa do atual presidente francês e do anterior, todos têm telhados de vidro.