O primeiro-ministro demitido da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, considerou hoje que a decisão do Presidente de nomear Baciro Djá como novo chefe do Governo poderá levar o país outra vez ao caos e ao abismo.

Em entrevista à Rádio de Cabo Verde (RCV), Domingos Simões Pereira afirmou que o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vai requerer a fiscalização da constitucionalidade da decisão e agir judicialmente contra o Presidente, José Mário Vaz.

Recorde-se que diversas organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau anunciaram hoje que vão intentar uma ação judicial visando a destituição do Presidente da República, José Mário Vaz. 

Agrupadas na chamada Aliança Nacional pela Democracia, liderada pela Liga Guineense dos Direitos Humanos, as organizações acusam o Presidente José Mário Vaz de "estar a mais" na sociedade guineense. 

Acusam o chefe de Estado guineense de uma série de factos que dizem ser contrários à Constituição do país, nomeadamente, um alegado desrespeito pelos símbolos nacionais e um "golpe de Estado institucional". 

Quinta-feira, o Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou Baciro Djá como novo primeiro-ministro do país, disse fonte da presidência à agência Lusa.