A Ryanair recusou o embarque a uma criança doente que tinha de viajar com urgência para realizar uma operação de transplante de um rim. Tudo porque a criança, acompanhada da respetiva família, chegou tarde ao aeroporto e «muito próximo» da hora de partida do voo.

O incidente ocorreu no sábado. A família, natural de Gran Canaria, nas ilhas Canárias, recebeu um telefonema do Hospital La Paz, em Madrid.  Foram informados de que tinha sido encontrado um dador de rim compatível com a criança e que a cirurgia tinha de ocorrer rapidamente.

De imediato, a família foi para o aeroporto da ilha e comprou bilhetes para o primeiro voo disponível: o voo RYR2012, da Ryanair, que partia as 16:50.

No entanto, e apesar de terem conseguido comprar os bilhetes, foram impedidos de embarcar no aparelho. E mesmo depois de um responsável superior da companhia aérea ter sido chamado para lidar com o assunto, a situação não foi resolvida. O avião acabou por partir sem a família.

Um porta-voz da Ryanair já confirmou o incidente e, em declarações ao «Independent», afirmou que a transportadora de facto «não conseguiu acomodar a família».

«Infelizmente não conseguimos acomodar a família no voo porque estava muito próximo da hora de partida. Apesar disso, oferecemos total assistência à família.»


A companhia aérea recusou, porém, elaborar um comunicado a explicar que tipo de assistência foi fornecida, o quão tarde chegou a família e porque razão lhe foram vendidos os bilhetes se já não era possível efetuar o embarque.

A família acabou por viajar na Air Europa, num voo que partiu mais de uma hora depois.

No hospital de La Paz, o incidente terá causado «horas de angústia». A equipa média temia que o órgão não estivesse em condições de ser transplantado, dado o atraso.

A Ryanair recusa regularmente o transporte de passageiros que cheguem à porta de embarque depois do tempo previsto para o efeito.

No site da companhia área, lê-se que a porta de embarque fecha 20 minutos antes da partida e que, se este período de tempo não for respeitado, os clientes têm de comprar bilhetes para outros voos.