O casamento faz bem ao coração. É essa a conclusão de uma equipa de cientistas britânicos. A investigação, realizada pela Aston Medical School, no Reino Unido, concluiu que ser casado ajuda a aumentar a esperança de vida a quem sofre de problemas cardíacos, como colesterol ou tensão arterial elevados.

A investigação, liderada pelo professor Paul Carter, foi apresentada na conferência da Sociedade Britânica Cardiovascular. Os investigadores avançam com a possibilidade de os elementos do casal se ajudarem mutuamente a cuidarem melhor da saúde. Pode, assim, residir aí o grande benefício do casamento para a saúde. 

No estudo, foram analisados quase um milhão de adultos do Reino Unido. Segundo a BBC, todos os participantes tinham um historial clínico associado a colesterol, tensão arterial alta ou diabetes. Na investigação, pode ler-se que as informações dos participantes “foram obtidas de hospitais do norte de Inglaterra entre 1 de janeiro de 2000 e 31 de março de 2013”.

O estudo permitiu verificar que as pessoas casadas apresentavam melhor estado de saúde do que as solteiras. De acordo com a BBC, Carter e os outros investigadores acreditam que o casamento pode prevenir doenças cardíacas.

Os investigadores analisaram também as causas da morte dos adultos investigados que, entretanto, morreram. Concluiu-se que os homens e as mulheres, com idades entre os 50 e os 70 anos, com colesterol elevado, teriam mais 16% de probabilidades de estarem vivos no final do estudo se fossem casados. Verificou-se também que as pessoas com tensão alta e diabetes tinham igualmente maior taxa de sobrevivência, por serem casadas.

Já aqueles que eram solteiros, divorciados ou viúvos, apresentavam valores inferiores de probabilidade de sobrevivência a problemas cardíacos.

Embora o estudo não se tenha debruçado sobre a questão de as pessoas estarem ou não a viver um casamento feliz, Carter explicou que “precisamos de remover as razões subjacentes, mas parece que há algo ao estar casado que é protetor, não apenas em pacientes com doenças cardíacas, mas também em pacientes com risco” destas doenças.

Os cientistas não querem, com estes resultados, instigar ao casamento. Paul Carter sublinha, contudo que é necessário “replicar os efeitos positivos do casamento e usar amigos, familiares e apoio social da mesma maneira”.

Mike Knapton, da Fundação Britânica do Coração, disse que “a mensagem a levar para casa é que as nossas interações sociais, bem como os fatores de risco médicos, como a tensão arterial alta, são determinantes para a nossa saúde e bem-estar".