O ébola é a outra guerra do século XXI, sem armas e sem dar tréguas. O centro americano de controlo de doenças infeciosas estimou esta terça-feira que os casos de ébola podem subir para um número que varia entre os 550 mil e 1,4 milhões já em janeiro de 2015. Uma estimativa avançada um dia depois da Organização Mundial de Saúde ter divulgado que o ébola já matou 2800 pessoas em África e 5800 casos confirmados de pessoas infetadas.

Em novembro, já 20 mil pessoas devem ter sido atingidas pelo vírus que causa febre e diarreia. No ano que vem, o número pode multiplicar várias vezes, pela avaliação que é feita aos últimos seis meses e à velocidade a que o ébola se tem propagado.

A doença mortal atinge maioritariamente a Libéria e a Serra Leoa, mas, neste mundo global, é difícil controlar a estirpe e circunscrevê-la, pelo que vários países tomam medidas preventivas, como, por exemplo, na Nigéria. Naquele país africano, as crianças tiram a febre antes de entrarem na escola.



Hospitais sobrelotados, países pobres sem meios para tratar a doença, há doentes que fogem das unidades de saúde com fome.

A ajuda internacional é a grande e única esperança destes países, ao mesmo tempo que um ocidente temeroso tenta encontrar a vacina para a doença.