inquérito para investigar Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi

A acusação surgiu depois dos jornalistas terem lançado dois livros, onde surgem documentos secretos, divulgados em 2012, na altura do escândalo do Vaticano.

Os media têm feito pressão para que o Vaticano retire as acusações. O julgamento tem sido descrito como tendo contornos bizarros, uma vez que os próprios advogados não têm acesso aos detalhes das acusações.

Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi vão ser julgados por referir erroneamente fundos para a caridade, entre outros, nas suas obras, onde acusam o Vaticano de corrupção. Se os jornalistas forem considerados culpados podem enfrentar até oito anos de prisão.

 

“Os jornalistas devem poder desempenhar o seu papel de watchdogs e investigar as alegadas transgressões, sem terem medo das repercussões”, afirmou  Nina Ognianova, do Comité de Proteção dos Jornalistas, à BBC.

Os meios de comunicação estão a classificar o julgamento como “ataque à liberdade de expressão”. Gianluigi Nuzzi tem deixado alguns comentários sobre o caso, no Twitter, e lançou a hashtag #NoInquisition, que se está a tornar popular na rede social.

 

Para além dos jornalistas, os outros três réus são um padre espanhol, Angelo Lucio Vallejo Balda, o seu secretário e um relações públicas italiano, que prestou serviços ao Vaticano.