Os mais de 500 cidadãos chineses que residiam no Iémen chegaram esta terça-feira ao Djibouti, na margem oposta do Golfo de Áden, transportados por navios da marinha devido à escalada no conflito armado, informou a agência Xinhua.

A frota chinesa que levava a cabo os trabalhos de escolta na zona, formada pelas fragatas «Linyi» e «Weifang» e o navio de apoio «Weishanhu», começou a retirar os cidadãos no passado domingo, dia 29, segundo informações do Ministério da Defesa.

Esta retirada foi feita em duas fases: uma primeira de 122 cidadãos chineses, que foram levados do porto iemenita de Áden para o Djibouti na noite de domingo, e uma segunda, com outros 449 chineses e seis tripulantes de outras nacionalidades, que saiu na noite de segunda-feira da cidade costeira de Al Hodayda, também no Iémen, com destino idêntico ao da primeira viagem.

Outros países com significativas comunidades no território iemenita, como o Paquistão e a Índia, também ordenaram a retirada dos seus cidadãos.

Uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita lançou na semana passada uma ofensiva contra os rebeldes xiitas que disputam o poder do Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi.

A saída do Iémen obrigou a China a interromper temporariamente, pela primeira vez, as suas missões de escolta no golfo de Áden, iniciadas em dezembro de 2008.