O maquinista do comboio que em dezembro descarrilou em Nova Iorque, matando quarto pessoas, tinha um distúrbio de sono que não estava diagnosticado, revela a investigação do Conselho de Segurança de Transportes norte-americano divulgada nesta segunda-feira.

William Rockefeller sofre de apneia de sono severa, que não estava diagnosticada, diz o médico que o observou, a qual pode ter sido agravada pelo facto de trabalhar por turnos.

A apneia do sono, que fica muitas vezes por diagnosticar, pode aumentar a sonolência, e carateriza-se pela obstrução das vias respiratórias, levando a interrupções na respiração.

O relatório médico, segundo a Reuters, também indica que Rockefeller tinha pequenas quantidades de um anti-histamínico no sangue na altura do acidente.

No seu depoimento, o condutor do comboio, que se despistou numa curva quando circulava três vezes acima da velocidade limite, afirmou não ter memória do momento, nem noção do excesso de velocidade.