A China acusou, esta quinta-feira, os Estados Unidos de interferir nos assuntos internos de Pequim. Uma acusação que surge depois o Departamento de Estado norte-americano ter criticado a China por desrespeito dos direitos humanos.

«O relatório ignorou os esforços e as concretizações que a China tem levado a cabo, em termos de direitos humanos, que foram amplamente reconhecidos pela comunidade internacional», pode ler-se num editorial publicado pela agência noticiosa estatal chinesa Xinhua.

O relatório do Departamento de Estado, divulgado na quarta-feira, contrasta com a subtileza da visita de Hillary Clinton, durante a visita à China, no périplo pela Ásia. «O respeito do Governo chinês pelos direitos humanos continua fraco e até piorou em algumas situações», diz o relatório norte-americano.

«Continuam a ser cometidas execuções extrajudiciais, a haver pressões para confissões coercivas e a serem utilizados presos para trabalho forçado», exemplifica o relatório.

As acusações de violação dos direitos humanos não são novas. O relatório de 2008 sobre o respeito pelos direitos humanos acusava também de repressões culturais e religiosas sobre minorias no Tibete e em outras regiões.