O atirador que matou duas pessoas e deixou cinco feridas, este fim de semana, em dois tiroteios em Copenhaga, é um jovem dinamarquês, de 22 anos, com antecedentes criminais.
 
Apesar de a identidade do atirador não ter sido divulgada pela polícia ou confirmada oficialmente, a TV2 garante que se trata de Omar Abdel Hamid El-Hussein. Outros media dinamarqueses descobriram entretanto que este jovem foi libertado da prisão apenas há duas semanas, depois de ter cumprido pena por agressão agravada.


 
A polícia de Copenhaga divulgou entretanto todos os passos do atirador durante a tarde e noite de sábado. As horas a que se referem são sempre locais, ou seja, mais uma hora do que em Lisboa.

Às 15:33 deste sábado, um homem disparou com uma arma automática em direção ao centro cultural de Krudttonden. Testemunhas garantem que foram disparados entre 30 a 40 tiros. Um homem de 55 anos morreu. Segundo a televisão pública «DR», era o cineasta dinamarquês Finn Nørgaard. Três polícias ficaram feridos.  Um vídeo-amador captou os momentos após o ataque.



O suspeito fugiu do local, dirigiu-se a um carro, ameaçou os ocupantes e levou a viatura. Às 17:53, abandonou o carro numa outra zona da cidade, em Borgervænget. Nesta altura, imagens de videovigilância captaram um homem que correspondia à descrição do atirador, mas já depois de ter mudado de roupa.



As câmaras de videovigilância de uma escola captaram-no, mais tarde, a falar ao telemóvel. Uma companhia de táxis também confirmou que transportou o suspeito desta zona para a área de Mjolnerparken, onde outras imagens o captaram a chegar às 16:15.

Às 16:37, o atirador desapareceu das imagens de videovigilância e só voltou a saber-se dele já às 00:45 de domingo, quando disparou sobre as pessoas que estavam à porta da sinagoga de Krystalgade. Um segurança morreu e dois polícias ficaram feridos.

Apesar da troca de tiros, o suspeito não foi atingido e fugiu do local. Às 5:00, a polícia deslocou-se para a zona de Mjolnerparken, onde tinha sido visto um homem com a aparência física do atirador. Quando os agentes o confrontaram numa rua, ele reagiu aos tiros. A polícia respondeu e matou-o.



O suspeito tinha consigo duas pistolas e estava vestido com a mesma roupa do segundo tiroteio. Nas redondezas, a polícia encontrou roupa e uma arma automática, acreditando que se trata dos objetos usados no primeiro tiroteio.
 
Segundo a polícia dinamarquesa, o suspeito já tinha cometido «vários delitos», como «infrações à legislação sobre armas e violência» e «ligações a gangues».
 
Os serviços de informação dinamarqueses apenas confirmam que o suspeito «pode ter sido inspirado pelos atentados de Paris» e «pela propaganda militar islamista difundida pelo Estado Islâmico ou outras organizações terroristas».
 
Apesar de o suspeito ser um «velho conhecido» das autoridades, estas garantem que não têm nenhuma indicação de que ele tenha viajado alguma vez até à Síria ou ao Iraque para combater ou receber formação dos jihadistas. 

Entretanto, duas pessoas foram detidas e acusadas de terem ajudado o atirador.