O grupo de media dinamarquês JP/Politikens Hus, cujo jornal Jyllands-Posten publicou em 2005 cartoons satíricos do profeta Maomé, aumentou o nível de segurança da empresa, na sequência do atentado ao jornal parisiense «Charlie Hebdo», esta quarta-feira.

A informação é avançada num email interno, noticia a agência Reuters.

A publicação das caricaturas do Jyllands-Posten desencadeou uma onda de protestos no mundo islâmico, que resultou na morte de pelo menos 50 pessoas.
 

O editor do jornal acabou por se desculpar pela ofensa, mas sublinhou que não tinham violado qualquer lei. Em nome da liberdade de expressão, outros jornais europeus mostraram as polémicas caricaturas, o que só contribuiu para o agravar da tensão.

Em fevereiro de 2008 depois de inúmeras ameaças de morte contra os colaboradores e editores da publicação, e de demonstrações de ódio mesmo contra a Dinamarca, a polícia anunciou a detenção de vários suspeitos de prepararem um atentado contra um dos 12 caricaturistas do maior jornal diário dinamarquês. Ainda dois anos mais tarde, voltaram a haver detenções pelo mesmo motivo.

«As prisões impediram um ataque terrorista iminente» nas instalações do Jyllands-Posten, afirmou o diretor do PET (serviço de inteligência dinamarquesa), Jacob Scharf, referindo-se ao jornal que publicou a caricatura de Maomé responsável por uma grande controversa e indignação de grupos muçulmanos em 2005.