O cartoonista sueco Lars Vilks, que sobreviveu a um dos ataques ocorridos no fim de semana na Dinamarca, dos quais resultaram dois mortos e cinco feridos, afirmou esta terça-feira que a polícia dinamarquesa «estava mal preparada».

O presumível autor dos dois atentados na capital dinamarquesa, Copenhaga, um homem de 22 anos, acabou por ser abatido a tiro no domingo pela polícia local.

«A polícia dinamarquesa estava mal preparada face ao crescimento das ameaças, um mês após o ataque contra o jornal francês Charlie Hebdo», disse o artista sueco, que saiu sem ferimentos de um dos ataques em Copenhaga.

O ataque ao jornal satírico em Paris provocou 12 mortos e cinco feridos graves, tendo os d ois atacantes sido mais tarde abatidos pela polícia.

«Havia um aumento das ameaças, que a polícia dinamarquesa não tomou em conta. Não reforçaram a segurança no sábado. Era a mesma situação que tínhamos antes», disse à agência noticiosa France Presse o caricaturista de 68 anos, que vive com segurança policial permanente desde 2010 por há três anos ter representado o profeta Maomé com corpo de cão.

Lars Vilks acredita que era um dos visados num dos ataques em Copenhaga, e criticou a polícia por ter subestimado o terrorista que foi depois abatido.

«O atacante tinha boas armas, até melhores do que as da polícia... Houve uma escalada desde o ataque de Paris, e os dinamarqueses não acompanharam a situação», disse o caricaturista sobre o ataque no Centro Cultural de Copenhaga, que acolhia um fórum sobre o Islão e a liberdade de expressão.

O atacante disparou dezenas de tiros - descreveu Vilks - matando um realizador, ferindo três polícias, e fugindo em seguida.

Mais tarde viria a fazer um outro ataque na sinagoga de Copenhaga, matando um segurança judeu que se encontrava à entrada.