O presidente da comissão especial do Senado brasileiro que analisa o pedido de destituição da Presidente Dilma Rousseff, atualmente com mandato suspenso, recuou esta segunda-feira na decisão de reduzir os prazos da tramitação do processo.

O prazo para a apresentação das alegações finais da acusação e da defesa, mantém-se em 15 dias, depois de ter sido reduzido para cinco dias, o que gerou críticas, inclusive por parte do Presidente do Senado, Renan Calheiros, e levou a defesa de Dilma Rousseff a recorrer da decisão junto do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da comissão especial do Senado, Raimundo Lira, disse hoje que não voltou atrás por "pressões externas", e que a decisão foi "absolutamente pessoal" baseada no processo de destituição do ex-presidente Fernando Collor em 1992, que teve 15 dias para alegações finais da defesa e 15 dias para acusação.