Dilma Rousseff telefonou nesta sexta-feira ao homólogo Barack Obama com o objetivo de “aprofundar” uma cooperação bilateral no combate ao vírus Zika e conseguiu a “criação de um Grupo de Alto Nível entre Brasil e Estados Unidos”.
 
A informação foi divulgada pela Presidência da República Brasileira e pela Casa Branca, em comunicados separados.
 
Este “Grupo de Alto Nível”, que terá como base a já existente cooperação entre o Instituto Butantan e o National Institute of Health, ficará encarregue de produzir uma vacina e produtos terapêuticos de combate ao vírus Zika, suspeito de causar microcefalia nos recém-nascidos.
 
Recentemente, os Estados Unidos confirmaram o caso de um bebé que nasceu no Hawai com microcefalia e cuja mãe contraiu o vírus no Brasil.

O Zika afeta 22 países americanos e forçou os governos da região a adotarem medidas extremas, casos do Brasil e República Dominicana, que mobilizaram forças militares para conter o mosquito transmissor deste vírus, da febre Dengue e do Chikungunya. 

A infeção com o vírus Zika pode causar febre, apesar de não muito alta, olhos vermelhos sem secreção nem prurido, erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos e, em menor frequência, dor muscular e articular.

O Zika torna-se particularmente perigoso nas grávidas. A infeção pelo vírus Zika pode estar relacionada com o nascimento de crianças com microcefalia. Quando a grávida é infetada com o Zika, há uma probabilidade do vírus afetar a formação do cérebro do bebé. No Brasil, foram confirmados 230 casos de microcefalia e mais de três mil casos ainda continuam sob investigação, de acordo com o Ministério da Saúde brasileiro. 

No entanto, a Organização Mundial de Saúde informa que não está confirmada a relação entre a infeção das mães com o vírus e a microcefalia diagnosticada nos bebés.  

A OMS estima que surjam três a quatro milhões de casos de infetados com o vírus Zika.