Dilma Rousseff, Presidente brasileira com mandato suspenso, condenou esta segunda-feira a reação do Governo interino às críticas dos países latino-americanos sobre o seu processo de impeachment e agradeceu a "solidariedade" que tem recebido "do mundo inteiro".

O texto, com o título "O mundo preocupado com o golpe no Brasil", foi partilhado nas redes sociais.

"Forças partidárias, como as que pretendem agora conduzir a política externa brasileira - tradicionalmente submissas às grandes potências - não têm autoridade política ou moral para invocar o princípio da soberania, sobretudo quando têm costumeiramente praticado a ingerência nos assuntos internos de outros países da região", escreve Dilma.

Dilma Rousseff reagiu ao facto de o Ministério das Relações Exteriores ter repudiado a posição de alguns Governos da região e do secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper.

O Senado brasileiro aprovou na semana passada a abertura de um processo para a destituição de Dilma Rousseff.

Dilma Rousseff reagiu à votação do Senado, considerando que se trata de um "verdadeiro golpe" e garantindo que não vai desistir de lutar.

Na sequência do afastamento de Dilma, Michel Temer, o seu antigo número dois no governo, assumiu o cargo de Presidente interino do Brasil.