O vice-presidente do Brasil, Michel temer, anunciou, esta terça-feira, que vai deixar a liderança do PMDB, uma semana depois do seu partido abandonar a coligação com o partido de Dilma Rousseff na condução dos destinos do Brasil. O constitucionalista já disse, no entanto, que não se vai candidatar às eleições presidenciais de 2018.

Michel Temer vai ser substituído na liderança do partido pelo senador Romero Jucá, como este anunciou no Twitter. Também ele apoia o “impeachment” a Dilma Rousseff.

 

 

Segundo o jornal Globo, Michel Temer entende que o senador está em “melhores condições” para defender o partido dos ataques de que tem sido alvo, após romper a coligação com o PT de Dilma Rousseff.

Michel Temer também foi alvo de pedidos de “impeachment”. O presidente da Câmara dos Deputados rejeitou, na segunda-feira, dois pedidos de “impeachment” do vice-presidente da República. Um deles foi apresentado pelo ex-ministro da Educação, Cid Gomes (apoiante de Dilma Rousseff), alegando que o seu nome e o PMDB são mencionados nas investigações Lava Jato, de acordo com a Globo. 

"Michel tem sido objeto de ataques, golpes abaixo da linha da cintura. Não são do nível do diálogo a que ele está acostumado a ter", disse. "A ideia é deixá-lo mais livre para olhar o cenário nacional, sem ter que se preocupar com esse tipo de ataque", disse o ex-secretário da Aviação Civil, Eliseu Padilha, ao site Infomoney. 

O PMDB era o maior partido da base do governo de Dilma Rousseff (com sete ministérios) e o seu afastamento da coligação levou a presidente brasileira a cancelar uma viagem a Washington.

Michel Temer, que estava à frente do PMDB desde 2001, tinha sido reeleito há um mês como presidente do partido.

 

A relação entre Michel Temer e Dilma Rousseff

O jornal brasileiro descreve a relação entre Michel Temer e Dilma Rousseff como tensa. Em dezembro, ambos emitiram um comunicado a anunciar que a relação entre os dois passaria a ser meramente “institucional”.

Michel Temer apoia o “impeachment” à presidente do Brasil, acusando-a de “crimes graves” na gestão do orçamento do Brasil. E, aos 75 anos, o constitucionalista pode vir a suceder a Dilma Rousseff, que enfrenta uma comissão para a sua destituição, refere a Reuters.

Dilma não desiste, no entanto, e considera o processo um "golpe". Com a popularidade em baixa, sem apoio político e com o escândalo Lava Jato bem presente, Dilma Rousseff tem dias difíceis pela frente.