Nas últimas horas, enquanto o Senado discutia a impugnação da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, decorrem protestos a favor e contra o processo em várias cidades. 

Do lado dos manifestantes pró-Dilma, um homem ficou ferido e três foram detidos após confrontos com a polícia. Junto ao Congresso Nacional, os manifestantes atiraram pedras, garrafas e outros objetos. As autoridades reagiram com gás pimenta.

O grupo acusou os polícias de não os deixarem manifestar, chamando-os “fascistas” e criticando a agressividade dos agentes.

De acordo com a Polícia militar brasileira, ao fim do dia de quarta-feira haveria já cinco mil pessoas – 4.000 pró-governo – na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A marcha do grupo pró-Governo começou às 17:00 (21:00 em Lisboa). O trânsito no local foi bloqueado.

A caminhada dos manifestantes a favor do impeachment começou mais tarde, a partir do Parque da Cidade.

Apesar da troca de ofensas, os dois grupos não chegaram a entrar em confronto.

Mas os protestos não se ficaram só por Brasília. Nos últimos dias, houve registo de manifestações pelo menos em 19 estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

No Paraná, um autocarro passou a portagem e forçou a passagem contra os carros de uma barricada montada por militantes do Movimento dos Sem Terra, apoiantes de Dilma Rousseff.

No Rio de Janeiro, os ânimos exaltaram-se entre manifestantes pró e contra a presidente, dias depois de manifestantes pró-Dilma terem ateado fogo a pneus levando ao fecho de uma estrada nos dois sentidos.