Por: Redacção / SM | 27- 1- 2012 14: 44
A Presidente Dilma Rousseff citou uma passagem da canção «Grândola, Vila Morena», de Zeca Afonso, e o 25 de Abril em Portugal
ao defender um modelo de desenvolvimento mais «progressista» e «democrático».
«Na América do Sul, como diz aquela
canção da Revolução dos Cravos, da Revolução Portuguesa, "O povo é quem mais ordena"», declarou Dilma Rousseff num discurso
na quinta-feira à noite durante o Fórum Social Temático (FST) de Porto Alegre.
De acordo com a mandatária, na maioria
das nações latino-americanas está em curso um novo modelo de desenvolvimento, que oferece respostas mais efectivas aos desequilíbrios
internacionais.
«Os nossos países hoje não sacrificam a sua soberania frente às pressões de potências, grupos financeiros
ou agências de classificação de riscos», enfatizou a Presidente.
Dilma Rousseff considerou ainda que «grande parte
do mundo desenvolvido» está a enfrentar a crise com «medidas fiscais regressivas", que provocam consequências sociais e ambientais
«nefastas».
A líder brasileira admitiu que não ficou «satisfeita» com os resultados da última Cimeira do G-20, realizada
em Cannes, no ano passado, e advertiu para o facto de que as «receitas fracassadas» na América Latina nas décadas de 1980
e 1990 estão a ser propostas novamente aos países europeus.
Dilma Rousseff discursou na quinta-feira à noite durante
uma sessão realizada no âmbito do Fórum Social Temático de Porto Alegre, que se insere no processo do Fórum Social Mundial.
O
evento surgiu em 2001 como uma alternativa ao Fórum Económico Mundial, que anualmente reúne chefes de Estado e governo na
cidade suíça de Davos, no mesmo período.
A Presidente escolheu participar do FST em detrimento de Davos, onde o Brasil
foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, António Patriota.
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