A aplicação de transporte privado Didi Dache, a versão chinesa do Uber, suspendeu 8.000 motoristas que usam a sua plataforma, em Shenzhen, sul da China, depois de uma passageira ter sido assassinada por um condutor.

A medida abarca todos os motoristas que alegadamente infringiram as regras da empresa, uma das 'start-ups' mais bem-sucedidas da China nesta década, segundo detalhou a televisão estatal CCTV.

Em março, uma inspeção da polícia de Shenzhen descobriu que 1.661 motoristas que trabalham com cinco aplicações de transporte privado - incluindo Didi Dache e Uber - tinham registo criminal.

As referidas aplicações, que trabalham sobretudo com proprietários de carros particulares, têm sido alvo de crescente monitoramento por parte das autoridades chinesas, indicou a CCTV.

Na semana passada, uma mulher de 24 anos foi assaltada e morta por um motorista registado no Didi Dache.

O homem, que entretanto foi detido pela polícia, utilizou a sua carta de condução e bilhete de identidade para se registar na plataforma, mas utilizava uma matrícula falsa no automóvel.

Na mesma semana, os jornais chineses disseram que quatro adolescentes chinesas reportaram um motorista do Didi Dache à polícia por se masturbar enquanto conduzia.