A Guarda Civil espanhola encontrou no domingo em Rianxo (Galiza) um cadáver que poderá ser o da jovem madrilena Diana Quer, desaparecida em 2016, na sequência da confissão do seu alegado homicida, José Enrique Abuín.

O corpo foi encontrado às cinco da manhã (menos uma hora em Lisboa) num poço localizado numa propriedade industrial em Asados, em Rianxo (província da Corunha).

De acordo com o ministro do Interior espanhol, José Ignacio Zoido, tudo parece indicar que se trata da jovem que desapareceu a 22 de agosto de 2016 em A Pobra do Caramiñal (Corunha), mas salientou que falta a confirmação forense.

Suspeito em tribunal

José Enrique Abuín Gey, conhecido por "el Chicle", terá confessado o crime e está esta segunda-feira, segundo o jornal El País a ser ouvido em tribunal na Corunha.

A polícia chegou ao corpo na sequência da detenção de José Enrique Abuín, conhecido por "El Chicle". Abuín estava na lista de suspeitos pelo desaparecimento de Diana Quer, mas foi detido por tentativa de sequestro e abuso sexual de uma outra mulher em Boiro (Corunha) no dia 25 de dezembro.

A mulher queixou-se à polícia, a descrição que fez batia certo com Abuín e este foi detido a 29 de dezembro em Boiro, juntamente com a sua mulher, Rosario Rodríguez.

Durante a investigação original, a mulher de Abuín declarou que este tinha estado consigo na noite em que a jovem madrilena Diana Quer desapareceu. No entanto, no sábado voltou atrás e confessou que Abuín tinha saído na noite do crime, destruindo o seu álibi.

Nas declarações que prestou à Guarda Civil, "El Chicle" confessou ter matado Diana Quer, revelou o local onde estava o corpo e acompanhou os agentes ao local da descoberta. Também disse que agiu sozinho e que matou Diana Quer atropelando-a, noticiou a agência EFE, citando fontes da investigação.

No entanto, apesar da confissão, as autoridades policiais espanholas não descartam outras linhas de investigação sobre as circunstâncias da morte, devido às muitas dúvidas suscitadas pelos pormenores avançados por “El Chicle” nos sucessivos testemunhos à polícia.

O crime emocionou a sociedade espanhola, sobretudo na região da Galiza. Perto de 200 pessoas concentraram-se domingo à tarde em frente à câmara municipal de A Pobra do Caramiñal em "sinal de dor" pelo assassínio de Diana Quer e para rejeitar com firmeza a violência exercida contra as mulheres.