“Nunca vimos nada assim na nossa vida. Pensámos coloca-la de forma visível e ver quanto tempo os turistas iam perder para ver um bocado de uma asa de um avião”, afirmou ao jornal online L’Info, Fabrice Avanandé, um dos funcionários que encontrou os destroços.

A parte da asa de um Boeing 777, descoberta quarta-feira na Ilha da Reunião, por um grupo de funcionários de uma associação responsável pela limpeza da área costeira e que limpavam uma praia, ia ser usada como atração turística.

Os seis trabalhadores admitem que quando encontraram a parte da asa “não tiveram noção do valor da descoberta” e da sua importância, para o que pode ser a resposta de um dos maiores mistérios da aviação mundial.

“Só depois percebemos que era importante e avisámos a comunicação social”.


Já esta manhã, o mesmo grupo de limpeza encontrou uma mala, muito perto do local onde deu à costa a asa.

As autoridades admitem como possível que os destroços sejam do voo MH370, da Malaysia Airlines, desaparecido a 8 de março de 2014, mas apenas garantem que pertencem a um Boeing 777.

Investigadores vão agora analisar o material, realizar alguns testes, e só depois as autoridades vão revelar o verdadeiro significado dos achados.

Foram mais de 500 dias sem resposta para o que aconteceu ao avião da Malaysia Airlines. Buscas por mar, terra e ar nunca encontraram vestígios do aparelho.

Uma equipa de peritos internacionais, com a participação de diversos países desenvolveram operações de busca no Oceano Índico, no Mar da China e no Golfo da Tailândia, que se revelaram sempre infrutíferas.

O último contacto com o aparelho aconteceu sobre o mar de Andamão, a cerca de 230 milhas da cidade de Penang, na Malásia.

A Ilha da Reunião, fica a 3.500 milhas de Penang e a 2.600 milhas do local onde as buscas estavam concentradas.