Dezenas de balões de ar gigantes invadiram Nova Iorque, esta quinta-feira, naquele que é um dos mais espectaculares desfiles de comemoração do feriado de Acção de Graças, nos Estados Unidos. Os balões de ar representam várias personagens de banda desenhada e fazem as delícias de miúdos e graúdos.

Shrek é uma das personagens de mais sucesso e encantou os milhares que visionaram o desfile organizado pela loja Macys, na cidade que nunca dorme.

Este ano celebra-se a 82ª parada que desce o Central Park. A celebração decorre desde 1924. Veja aqui as imagens

Mas a festividade mais tradicional nos Estados Unidos, debaixo da austeridade da crise económica, que leva à diminuição das viagens pela primeira vez desde há seis anos.

A queda drástica do preço da gasolina não compensa os apertos económicos que sofrem as famílias, que ficam mais tempo em casa, segundo a Associação Norte-Americana do Automóvel.

Durante o feriado haverá, face ao ano passado, menos 600 mil pessoas nas estradas, nos aeroportos e nas estações de comboios, de acordo com a mesma fonte.

Ainda assim, 41 milhões de norte-americanos percorrerão pelo menos 80 quilómetros para estar com a sua família na festividade que mais movimento gera nos Estados Unidos, superando inclusive o Natal.

O Dia de Acção de Graças celebra a comida de agradecimento a Deus que, segundo a tradição, prepararam os primeiros colonos na sua nova terra.

Desde 1863, quando Abraham Lincoln era presidente dos Estados Unidos, que a data é comemorada na última quinta-feira de Novembro como feriado nacional. O peru vai sempre à mesa, sendo que, no ano passado, foi consumido por 88 por cento dos norte-americanos.

Os presidentes

George W. Bush celebrou, juntamente com a família, o seu último Dia de Acção de Graças como presidente dos Estados Unidos, apesar de dedicar particular atenção ao atentado de Bombaim, na Índia.

Também a data foi assinalada pelo seu sucessor, Barack Obama, que, em Chicago, rodeado pela sua família, pediu aos compatriotas que trabalhem unidos para «superarem juntos a adversidade», como fizeram os primeiros habitantes dos Estados Unidos.