Foi descoberto, esta terça-feira, um tesouro com duas mil moedas de ouro, na costa mediterrânea de Israel. As autoridades garantem que a descoberta remonta à época do Califado Fatímida, que governou grande parte do Médio Oriente e do Norte de África desde 909 a 1171.

«O maior tesouro em moedas de ouro foi descoberto esta semana no fundo do mar, no antigo porto de Cesareia», declaram as autoridades, referindo-se a uma das várias cidades do Império Romano.


Foi por mero acaso que os membros de um clube de mergulho encontrou as moedas que pesavam cerca de 9 quilos.

«Ao início os mergulhadores pensaram que eram moedas de brincar, só depois compreenderam que as moedas eram reais e voltaram à costa para informar o diretor de mergulho sobre o que tinham encontrado», garantem as autoridades.


Kobi Sharvit, diretor da unidade de arqueologia da Marinha, garante que as escavações continuam na esperança de descobrir mais sobre a origem do tesouro.

«Provavelmente foi o naufrágio de um barco oficial de tesouro, carregado de impostos e que estava ao serviço do governo central do Egito. Talvez, o tesouro era para pagar os salários dos militares que estavam parados em Cesareia e protegiam a cidade. Outra teoria é que o tesouro era dinheiro de um grande navio mercante, que fez negocio nas cidades costeiras e no porto do mediterrâneo e depois se afundou», afirma Kobi Sharvit.


As autoridades israelitas recusam-se a divulgar o valor monetário das moedas, mas o diretor da unidade de arqueologia afirma que «o valor inestimável» do achado é propriedade do Estado e não receberam qualquer tipo de recompensa por o terem encontrado.