Uma investigadora norte-americana descobriu uma nova língua oficial numa comunidade remota no norte da Austrália, partilhada por cerca de 350 pessoas, sendo a maioria com idade inferior a 35 anos.

Foi durante o tempo que foi professora numa escola indígena que a investigadora, Carmel O`Shanness se apercebeu e começou a anotar a existência da nova linguagem compartilhada pelos mais novos, o warlpiri rampaku, ou warlpiri ligeiro. Um resultado de uma mistura do crioulo, da língua primitiva warlpiri e do inglês, que conta ainda com uma estrutura gramatical que não pertence a nenhum dos idiomas de origem.

Apesar da população mais jovem se identificar mais com este novo padrão linguístico, a investigadora salienta que «é muito importante [para os membros mais velhos da comunidade] que os jovens continuem a falar Warlpiri», uma vez que «as pessoas mais velhas não usam estas novas estruturas», frisou, citada pela abc news.

A maior parte dos habitantes, cerca de 6000 pessoas falam a língua do Warlpiri, mas também se fala o crioulo, maioritariamente usado pelos indígenas australianos.