O México criou uma unidade especial para investigar o desaparecimento de 43 estudantes no ano passado, respondendo aos pedidos das famílias, que recusam a versão dos acontecimentos apresentada pelo Governo.

Segundo o Ministério Público, a polícia da cidade de Iguala sequestrou os estudantes e entregou-os a um gangue criminoso, que os matou e incinerou os corpos num terreno baldio em setembro do ano passado.

Mas especialistas independentes indicaram que não há provas científicas de que os estudantes tenham sido queimados, apelando ao Ministério Público que procure novas linhas de investigação.

Os 43 estudantes desapareceram em setembro do ano passado, na sequência de um surto de violência na cidade de Iguala, estado de Guerrero. Os confrontos fizeram nesse dia seis mortos e 25 feridos em diferentes zonas do município.

Desde então, as autoridades mexicanas descobriram cerca de 129 cadáveres, em 60 valas comuns, no sul do estado de Guerrero, no âmbito das operações de busca pelos estudantes. De acordo com os investigadores, nenhum está ligado aos jovens que desapareceram. 

Em setembro deste ano, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, prometeu às famílias das vítimas apurar toda a verdade, num encontro que durou quase três horas, na Cidade do México, dias antes de se assinalar o primeiro aniversário do desaparecimento dos jovens.