Um navio contratado para procurar destroços do voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu dos radares durante três dias, depois de desligar o seu sistema de monitorização por satélite sem qualquer razão aparente.

Nem o governo da Malásia nem a empresa a quem pertence o navio explicaram até ao momento o que aconteceu.

O Seabed Constructor iniciou a 22 de janeiro as buscas pelo avião da Malaysia Airlines, cujo paradeiro é desconhecido desde março de 2014, quando se terá despenhado com 239 pessoas a bordo. Depois de dez dias de buscas, o Seabed Constructor desapareceu misteriosamente. Passados três dias, reapareceu fora da área das buscas, nesta terça-feira.

O desaparecimento súbito associado à ausência de respostas oficiais deu origem a várias teorias da conspiração nas redes sociais.

Uma delas diz que o Seabed Constructor se desviou da rota na tentativa de encontrar o tesouro de um navio paraguaio, que naufragou em 1911 quando estava a caminho de Sidney.

No entanto, um especialista, que esteve a acompanhar o trajeto do Seabed Constructor, acredita que o Sistema Automático de Identificação (AIS, na sigla original) foi desligado de propósito para não induzir em erro as famílias das vítimas do voo MH370 caso fossem monitorizados no mesmo lugar durante um largo período de tempo.

Eu acredito que o sistema foi desligado para evitar a ideia de que teriam encontrado alguma coisa”, afirmou Kevin Rupp, citado pelo The Guardian, que sublinhou, ainda, o facto de o Seabed Constructor não ter desaparecido dos radares e sim do AIS.

 

Por sua vez, o cientista Richard Cole escreveu no Twitter que o navio terá ficado durante três dias num local onde já tinham sido feitas buscas.

Outros pedem, também através do Twitter, para que a empresa proprietária do Seabed Constructor evite especulações e adiante o sucedido.

O voo MH370 desapareceu em março de 2014, tendo estado ausente de todos os sistemas de controlo sem nenhuma explicação. Nele viajavam 239 passageiros e tripulantes, na sua maioria oriundos da China e da Malásia.