Um canadiano lembrou-se de quem era ao fim de 30 anos. Com 51 anos, há três décadas que um homem com deficiência cognitiva vivia com outro nome e um passado desconhecido para os assistentes sociais de Niagara, no Canadá.

E, foi precisamente numa conversa com um assistente social, que o homem se lembrou do nome e da sua terra. O seu verdadeiro nome é Edgar Latulip e vivia em Kitchener, também no Canadá. O interruptor do passado foi ligado no dia 7 de janeiro, como reporta a CNN.

Perante esta informação, a polícia local, que também interrogou Edgar Latulip, foi pesquisar as bases de dados das pessoas desaparecidas. A polícia recolheu uma amostra do ADN de Edgar Latulip e confrontou-a com a de um familiar da sua terra natal. O resultado foi positivo.

 

O próximo passo é ver a mãe

 

Reunir mãe e filho, ao fim de 30 anos, é o próximo passo para a polícia de Niagara e para a comunidade de St. Catharines, onde Edgar tem residido.

A mãe, que agora vive em Ontario, ainda não falou com o filho, mas disse à CNN que está “ansiosa” por vê-lo. Durante estes anos, sempre pensou que o filho tinha sido abusado e que alguém se tinha aproveitado da sua deficiência.

Segundo a CNN, Edgar Latulip terá entrado num autocarro em direção às Cataratas do Niagara e nunca mais voltou. No decurso desta viagem, eventualmente caiu, bateu com a cabeça e perdeu a memória.

De passo em passo, de memória em memória, o puzzle do passado de Edgar Latulip constrói-se. Resta saber qual será o futuro de um homem que viveu mais de metade da vida como sendo outra pessoa.