O estado norte-americano do Texas executou, esta quarta-feira, Derrick Charles, de 32 anos, condenado pelo homicídio da namorada, a mãe e o avô desta, em 2002, em Houston. Charles é o sétimo prisioneiro executado por injeção letal, este ano, no Texas.

Segundo a agência Lusa, Derrick Charles foi declarado morto às 18:36 locais (00:36 de hoje em Lisboa) depois de executado com uma injeção letal na prisão de Huntsville, revelou o Departamento de Justiça Criminal do Texas.

As suas últimas palavras foram: “Estou pronto para ir para casa”.

De acordo com a agência Associated Press, a injeção letal foi aplicada depois do Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter rejeitado os argumentos do advogado de Charles que afirmava que o homem era doente mental e que era preciso tempo e dinheiro para que os peritos reivindicassem a aplicação da injeção. 

"Estou desapontado com a decisão do decisão do Tribunal. Derrick Charles tem uma longa história de diversas doenças mentais. Embora o Tribunal declare inconstitucional executar uma pessoa insana - aqueles que não compreendem porque é que são condenados à morte - é uma promessa sem recursos e avaliação", afirma o principal advogado de Charles, Paul Mansur. 


Charles bateu na namorada  Myiesha Bennet, de 15 anos, com uma televisão e de seguida sufocou-a até à morte. Depois dirigiu-se à mãe da namorada, com 44 anos, e tentou eletrocutá-la na banheira com um cabo ligado à televisão. Como Brenda Bennet continuava viva, Charles violou-a e depois matou-a por estrangulamento. 
O avô de Myiesha, de 77 anos, encontrava-se na habitação e também ele foi uma vítima mortal nas mãos de Charles. Os crimes foram cometidos em julho de 2002.

O homicida, na altura com 19 anos, fugiu para um motel com o carro da mãe da namorada onde, no dia seguinte, foi detido pelas autoridades texanas. Contudo só no ano de 2003 é que o próprio se considerou culpado pelos crimes. Os relatórios do Tribunal mostraram ainda que o homem tinha consumido cannabis antes de cometer os homicídios. 

Ainda antes de atingir a maioridade, Charles foi acusado de roubo e condenado como adulto a uma pena de prisão de três anos. Após cumprir oito meses de prisão, ficou em liberdade condicional tendo de se apresentar ao agente condicional para reuniões periódicas. O condenado apenas se apresentou na primeira reunião pelo que foi emitido um mandato de prisão. 


Treze anos depois dos crimes foi condenado à morte por injeção letal depois de ter contado todos pormenores dos assassinatos.

Esta foi a sétima morte por injeção letal, este ano, no estado norte-americano do Texas e mais duas estão agendadas para as próximas semanas.