Tony Blair apresentou a demissão do cargo que exercia na Organização das Nações Unidas já há quase oito anos. O ex-primeiro-ministro britânico era o representante do quarteto de negociadores de paz do Médio Oriente.

As autoridades em Jerusalém disseram à Associated Press que o ex-primeiro-ministro britânico escreveu uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a confirmar a sua demissão. 

O quarteto que representava é composto por a ONU, a UE, a Rússia e os EUA.

À BBC, uma fonte próxima de Blair indicou que ele deverá deixar o seu cargo no próximo mês, mas que vai "permanecer ativo" e "totalmente empenhado", ainda que informalmente, no que toca a ajudar a resolver os problemas da região que abraçou. 

Quando assumiu o cargo, em 2007, Tony Blair ficou encarregue de ajudar a desenvolver a economia e as instituições palestinas. Na altura, isso foi visto como um empurrão liderado pelos EUA para relançar o processo de paz no Médio Oriente.

Recorde-se que já há muito tempo que existem preocupações quanto ao conflito entre o papel de Blair nas negociações de paz no Oriente Médio e seus próprios interesses comerciais, uma vez que ele é conselheiro de uma série de governos de outros países. 

No ano passado, um grupo de ex-embaixadores britânicos pediu que Tony Blair fosse afastado do cargo da ONU precisamente por isso mesmo.