A decisão já era conhecida, mas foi oficializada esta quarta-feira: o governo de unidade nacional da Palestina demitiu-se perante a sua incapacidade em pôr fim ao problema que iria supostamente resolver: a divisão entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, entre a Fatah e o Hamas.

Ainda nesta quarta-feira, deverá ocorrer uma reunião entre o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro, Rami Hamdallah. Em princípio, Abbas deve encarregar o chefe do executivo demissionário de formar o novo governo.

Há pouco mais de um ano, a Fatah e o Hamas acordaram pôr de lado as suas divergências para que toda a Palestina estivesse finalmente debaixo de uma só autoridade. Foi então formado um governo de unidade nacional, composto por ministros apartidários, que supostamente deveria estender o seu controlo à Faixa de Gaza.

Aquele território tem estado sob controlo do Hamas desde 2007, altura em que o movimento islamista radical expulsou pela força a Autoridade Palestiniana, que era - e continua a ser - controlada pela Fatah e os seus aliados da Organização de Libertação da Palestina (OLP).

Esta divisão persiste no terreno, apesar de todas as manifestações de intenção em sentido contrário, e o executivo de unidade nacional nunca se mostrou capaz de a ultrapassar, fosse por falta de vontade ou de capacidade.