O chefe da polícia da cidade norte-americana de Ferguson, Thomas Jackson, demitiu-se esta quarta-feira na sequência de críticas à atuação das autoridades na cidade do Missouri onde, em agosto de 2014, um polícia matou a tiro o jovem negro Michael Brown, noticia a agência Reuters. Jackson é desde essa altura acusado de racismo pela forma como lidou com o caso que originou protestos em várias cidades dos EUA desde o Verão e colocou o debate sobre discriminação racial de novo em cima da mesa.

A demissão de Thomas Jackson surge depois do afastamento de várias figuras do poder local de Ferguson após a divulgação de um relatório elaborado pelo Departamento de Justiça que acusou as forças policiais e as autoridades municipais de violarem os direitos constitucionais dos indivíduos negros de forma desproporcional. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos decidiu ilibar o agente Darren Wilson, que matou Michael Brown, por não haver fundamentos suficientes para desmentir que o agente agiu em legítima defesa, mas assinalou a existência de discriminação racial generalizada no departamento de polícia local.

A imprensa norte-americana e britânica reagiu duramente à morte de Michael Brown, apontando o dedo à história de discriminação e segregação racial de St. Louis, que continua a ser a sexta cidade mais segregada dos Estados Unidos da América.