O presidente executivo do BTG Pactual, banco que assessorou a venda da PT Portugal à Altice e esteve nas negociações que levaram à entrada da operadora portuguesa na Oi, foi preso esta quarta-feira, no Brasil, a par com o senador do partido PT-MS, Delcídio do Amaral, no âmbito da operação Lava Jato, noticia o G1.

De acordo com os investigadores citados pelo jornal, a detenção do líder do governo do Senado foi feito pela Procuradoria-Geral da República e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Já André Esteves foi detido para inquérito.

Para além do senador e do banqueiro, foram ainda detidos o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

O senador terá tentado dificultar ocultar provas de Nestor Cerveró sobre a suposta participação de Delcídio nas irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Os investigadores dizem que o senador terá chegado mesmo a oferecer a fuga ao ex-diretor para que ele não apresentasse as provas, o que reforçou, perante as autoridades, a tentativa de obstrução da justiça.

A prova da tentativa de obstrução é uma gravação, feita pelo filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras, que mostra a tentativa do senador de atrapalhar as investigações e de oferecer a fuga.

Esta investigação no Brasil envolve Lula da Silva e, por essa via, Portugal. O jornal "O Globo" avançou que o ex-Presidente do Brasil terá intercedido junto do primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho para que a empresa Odebrecht vencesse a privatização da EGF. Pedindo-lhe um 'favor', portanto.  

Lula da Silva pediu entretanto a suspensão do inquérito devido a supostas irregularidades processuais e Passos Coelho, por sua vez, negou qualquer "cunha" interposta nesse negócio.