O Estado Islâmico decapitou, pela primeira vez, duas mulheres na Síria, acusadas de bruxaria, denunciou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

“O Estado Islâmico executou duas mulheres na província de Deir Ezzor [a 450 quilómetros da capital Damasco] e, pela primeira vez, através da decapitação, algo que o Observatório nunca tinha registado”, disse Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório, citado pela agência France Presse.

De acordo com a organização não-governamental, as execuções tiveram lugar no domingo e na segunda-feira e envolveram dois casais acusados de bruxaria.
 
Segundo o Observatório, é a primeira vez que o Estado Islâmico decapita mulheres civis, apesar de haver registo de cadáveres decapitados de combatentes curdas.
 
Rami Abdel Rahman denunciou, também, a morte de pelo menos oito pessoas, entre elas dois menores, por não cumprirem o jejum do Ramadão. Foram enforcadas pelo Estado Islâmico em cruzes improvisadas.
 
Segundo números do Observatório, só na Síria o Estado Islâmico executou mais de 3.000 pessoas desde que declarou o “califado”. Cerca de 1.800 das vítimas eram civis, incluindo 74 crianças.