O número de mortos provocado pela debandada em Meca subiu para 1.757, sendo que ainda há 554 pessoas que continuam desaparecidas. Os números foram divulgados pela agência Efe, que apurou os dados oficiais de vários países. Assim, o incidente torna-se no pior alguma vez registado na cidade santa dos muçulmanos.

Inicialmente, o balanço da Proteção Civil da Arábia Saudita indicou 769 mortos e 934 feridos. Mas à medida que outros países com cidadãos em Meca foram atualizando o número de vítimas, a dimensão da tragédia foi-se tornando cada vez maior.

Com os dados mais recentes, o incidente já é o mais grave de que há registo durante uma peregrinação anual. Até aqui, o pior tinha provocado 1.426 mortos, em 1990.

O balanço, porém, ainda não está fechado pois há mais de 500 pessoas desaparecidas. O número de vítimas mortais poderá, assim, aumentar nos próximos dias.

O país que sofreu mais perdas foi o Irão, com 464 mortos, razão pela qual o governo iraniano teceu duras críticas à forma como a Arábia Saudita geriu o incidente, apontando falhas no dispositivo de segurança saudita. 

A tragédia aconteceu a 25 de setembro depois de um choque entre uma multidão que abandonava o local de culto e outra que se aproximava do local do apedrejamento simbólico de Satanás. 

Este ano, eram esperados dois milhões de peregrinos. A peregrinação está entre os cinco pilares do islamismo e todos os muçulmanos deverão ser capazes de a realizar pelo menos uma vez na vida.