É um dos crimes mais famosos de sempre, e agora o culpado pode nunca ser encontrado. O caso de D.B. Cooper, o pirata do ar que conseguiu escapar às autoridades com 200 mil dólares, em 1971, acaba de ser encerrado sem solução, depois de 45 anos.

O FBI anunciou, esta quarta-feira, que não vai gastar mais recursos para manter o caso aberto, preferindo concentrar meios humanos e financeiros noutros processos mais importantes.

A história é digna de um filme. Na noite antes do Dia de Ação de Graças de 1971, um homem com cerca de 45 anos, que se apresentou como Dan Cooper comprou um bilhete de ida no aeroporto de Portland, Estado de Oregon, EUA, para Seattle, Estado de Washington. A meio da viagem passou um bilhete a uma das hospedeiras onde afirmava ter uma bomba consigo e exigiu 200 mil dólares (quantia que hoje, devido à inflação, rondaria o 1,1 milhões de dólares, mais de um milhão de euros) e quatro para-quedas em troca dos 36 reféns que estavam a bordo quando aterrassem em Seattle.

As autoridades pagaram, de facto, a quantia exigida e Cooper libertou todos os passageiros, mas ficou com a tripulação e ordenou ao piloto que descolasse novamente, desta vez em direção à Cidade do México. Ainda sobre o Estado de Washington, a uma altitude de 10 mil pés (cerca de 3.000 metros), o pirata do ar ordenou que fosse aberta a escadaria traseira do Boeing 727 e saltou da aeronave.

Várias pistas e suspeitos foram investigados pelo FBI, mas a verdadeira identidade do homem nunca foi descoberta, nem tão pouco se o homem sobreviveu ao salto.

Chegámos à conclusão que é altura de fechar o caso, porque não há nada de novo. [Esta foi] uma das maiores e mais exaustivas investigações [do FBI]. (…) Infelizmente nenhuma das pistas que nos chegaram, nem com ajuda de tecnologia recente, conseguimos provas necessárias [para determinar um culpado]," afirmou o agende especial Frank Montoya Jr., citado pela CNN.