O australiano David Hicks, que esteve detido na base de Guantánamo, conseguiu que a justiça norte-americana revogasse a condenação que lhe foi imposta por terrorismo, informou esta quinta-feira o advogado de defesa.

Hicks esteve detido na prisão de Guantánamo de janeiro de 2002 até maio de 2007, altura em que se declarou culpado de ter facultado «apoio material» à rede Al-Qaeda.

O Tribunal da Comissão Militar de Recurso dos Estados Unidos revogou, esta quarta-feira, a sentença proferida em março de 2007, por considerar que tal não configurava então um crime de guerra, pelo que o australiano não poderia ser julgado por um tribunal militar.