David Cameron está, esta quinta-feira, a defender perante o parlamento britânico, a participação das forças do Reino Unido nos ataques ao Estado Islâmico.

O chefe de governo britânico é da opinião que o combate ao Estado Islâmico é uma questão de “interesse nacional”.
O assunto torna-se iminente no rescaldo dos atentados de Paris de dia 13 de novembro. E Cameron entende que o Reino Unido deve estar ao lado da França nesta guerra contra o terrorismo.

O chefe de governo espera obter luz verde do parlamento para realizar ataques aéreos e para se juntar aos aliados na destruição dos alvos do Estado Islâmico no “coração do seu território”, de acordo com a BBC.

Isso mesmo explicou Cameron numa missiva dirigida ao comité dos Negócios Estrangeiros. Na sua análise da situação, o primeiro-ministro escreveu que “ as ameaças aos interesses e aos cidadãos britânicos são iminentes e que o país não pode ficar de fora e sem agir”, embora reconheça que “as decisões para o uso da força não podem ser tomadas de ânimo leve”, pelo que “é correto que o parlamento, no superior interesse do povo, coloque questões difíceis ao governo”.

Uma dessas questões difíceis é precisamente garantir que a entrada do Reino Unido nos ataques aéreos não vai aumentar o risco de ataques no país, uma retaliação dos terroristas, como aconteceu em França. David Cameron responde que bombardear o Estado Islâmico na Síria “tornará o Reino Unido mais seguro”.

Jeremy Corbyn, dos Trabalhistas, está a ser pressionado, segundo a BBC, para dar liberdade de voto aos seus deputados.