O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou, esta sexta-feira, que a nomeação de Jean-Claude Juncker para presidente da Comissão Europeia foi um «erro grave», que vem dificultar a manutenção do Reino Unido na UE.

Juncker sucede a Durão Barroso na Comissão Europeia

Segundo a agência «Reuters», depois de perder uma votação sem precedentes para a nomeação do substituto de Durão Barroso, Cameron afirmou que será mais difícil reformar a União Europeia com Juncker no poder, a tempo de um possível referendo que vai decidir, no final de 2017, se o Reino Unido sai, ou não, da União.

«Eu acredito que os interesses britânicos dependem de uma reforma da UE, de um referendo sobre essa reforma e de uma recomendação para que fiquemos [o Reino Unido] nessa União "reformada". Se isso ficou mais difícil de alcançar [com a escolha de Juncker]? Sim», afirmou Cameron.

O PM britânico afirmou que Juncker, antigo primeiro-ministro do Luxemburgo, é um federalista convicto e uma má escolha para conduzir a reforma pretendida pelo Reino Unido, que idealiza uma Europa mais aberta.

Cameron afirmou que os outros 27 líderes europeus concordaram em analisar as preocupações britânicas e rever a forma como os presidentes da Comissão são escolhidos. O primeiro-ministro garantiu, ainda, que a Grã-Bretanha vai continuar a trabalhar para reformular a União.