A batalha de David Cameron pela permanência na União Europeia já começou. Este domingo, o primeiro-ministro britânico apelou ao presidente da câmara de Londres, Boris Johnson, para que não se junte à campanha pela saída do Reino Unido. Isto numa altura em que a BBC noticia que Johnson vai defender a saída da UE.

Boris Johnson ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas os media britânicos têm especulado que o autarca, de 51 anos, e que é apontado como um dos nomes mais bem posicionados para suceder a Cameron, irá juntar-se aos eurocéticos. Uma posição que poderá ter um grande impacto no desenvolvimento dos acontecimentos, dada a influência e a popularidade do mayer de Londres. 

"Quero dizer a Boris e a todos os outros que estaremos mais seguros, mais fortes, melhores dentro da União Europeia", declarou o primeiro-ministro, numa entrevista à BBC.

Ao final do dia de hoje, Boris Johnson deverá anunciar qual é, exatamente, a sua posição nesta matéria. Mas a BBC já avançou que o mayer vai defender a saída da UE.

Depois de ter conseguido um acordo com os líderes europeus na sexta-feira, o primeiro-ministro anunciou no sábado a data em que o Reino Unido vai realizar o referendo sobre a permanência na UE - 23 de junho. E o debate já está a agitar o país, com os eurocéticos a defenderem o voto no "não" à Europa.

Eurocéticos dizem que saída da UE permite "enviar de volta" imigrantes ilegais

O líder do Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP, na sigla em inglês), Nigel Farage, afirmou que sair da UE vai permitir a Londres "enviar de volta" os imigrantes ilegais que chegam ao país.

"Não bloquearíamos o túnel [do Canal da Mancha] certamente porque grande parte dos nossos negócios realizam-se através desse túnel e isso é muito importante. O que faríamos era enviar de volta as pessoas, não lhes era permitida a entrada. Assim simples", afirmou Farage, em entrevista à BBC.

Para Farage, fora do grupo dos 28, o Reino Unido poderia ser "muito mais duro e restrito na hora de decidir quem pode entrar no país".