Pelo menos três pessoas morreram hoje na Nicarágua, em dia de greve geral de contestação ao presidente nicaraguense Daniel Ortega e na sequência da grave crise sociopolítica no país.

Segundo o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos, três pessoas foram mortalmente baleadas por milícias paramilitares pró-governo e há registo de incidentes violentos em vários redutos da oposição em redor da capital, Manágua.

A Nicarágua vive há mais de um mês a crise sociopolítica mais sangrenta das últimas décadas, com dezenas de protestos e barricadas que já causaram 161 mortos e mais de 1.300 feridos.

O presidente Daniel Ortega e a sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo, são criticados por corrupção e abuso de poder e é-lhes exigido que abandonem o poder, que ocupam há onze anos.

A greve geral, de protesto contra a repressão do regime, foi convocada pela Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia da Nicarágua.

A Aliança integra estudantes, representantes da sociedade civil e do setor privado.