O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, renunciou à controversa reforma na segurança social que esteve na origem de uma vaga de manifestações nos últimos cinco dias e que provocaram pelo menos 24 mortos.

De acordo com a Agência France Presse (AFP), numa reunião com líderes empresariais, o Chefe de Estado anunciou que o Instituto Nicaraguense de Segurança Social (INSS) não colocará em prática a reforma, que deveria aumentar as contribuições sociais dos trabalhadores e dos empregadores para tentar equilibrar o sistema de pensões.

Dezenas de pessoas ficaram feridas ou foram detidas durante a onda de violência que se alastrou a várias cidades daquele país da América Central.

A vice-presidente, primeira-dama e porta-voz do Governo, Rosario Murillo, tinha afirmado na sexta-feira que o Governo do Presidente Daniel Ortega estava a responder aos pedidos de diálogo feitos pelo cardeal Leopoldo Brenes e pelo setor empresarial privado.

Murillo sublinhou que as reformas na segurança social "não estão concluídas" e que o Executivo está "aberto a discuti-las".

As manifestações tiveram início na quarta-feira, na capital do país, Manágua, e em León, alargando-se a outras zonas do país.