A rúbrica satírica apresentada por Jon Stweart nos últimos 16 anos foi para o ar, pela última vez, esta quinta-feira. Os últimos momentos do “Daily Show” contaram com um tributo emocionante de todos os correspondentes que trabalharam com o apresentador, que o deixou em lágrimas, mensagens de alguns dos entrevistados mais polémicos e com o habitual “momento zen”, onde Jon Stewart se despediu de forma comovente.

O último programa do “Daily Show” teve o dobro do tempo e o dobro da emoção. A última participação do humorista americano foi uma longa despedida dos fãs que, durante uma hora, puderam assistir à emissão mais emocionante de sempre do programa.

O último episódio começou de forma animada. À crítica política aguçada, a que Jon Stewart foi habituando os espectadores, juntou-se uma despedida de todos os correspondentes que tiveram oportunidade de participar, e em muitos casos lançar as suas carreiras, no “Daily Show”.

Alguns políticos também deixaram uma mensagem de despedida para o apresentador, proporcionando alguns momentos hilariantes, como o secretário de Estado John Kerry, o senador John McCain ou Hillary Clinton, que afirmou de forma sarcástica: “Que pena, agora que me vou candidatar à presidência… que chatice!”

Mas o momento mais emocionante deu-se quando o comediante Stephen Colbert fez um discurso comovente, louvando o percurso de Jon Stewart e levando o apresentador a verter algumas lágrimas em direto.
 

“És irritantemente bom naquilo que fazes. E todos nós, que fomos sortudos o suficiente para poder trabalhar contigo durante 16 anos – e podes editar isto depois – fazemos melhor o nosso trabalho porque pudemos assistir como tu fazias o teu. E somos melhores pessoas por te ter conhecido”, afirmou Colbert, com Jon Stewart em lágrimas. “Eu sei que não estás a pedir isto, mas em nome de tantas pessoas cujas vidas mudaste durante os últimos 16 anos, obrigada!”


Mais recuperado da emoção, as últimas palavras de Jon Stewart enquanto apresentador do programa foram dirigidas aos fãs, aos quais apelou para olharem para a atualidade e para a política, mantendo a “vigilância”. O comediante fez também questão de assegurar que esta não foi uma despedida permanente, foi apenas um "até já".

“Um artista que eu admiro disse que pensava na sua carreira como um longo discurso com a audiência. Um diálogo. E eu adoro esta metáfora por várias razões. Mas a principal é porque retira a ideia de finalidade. Este programa não está a acabar. Estamos apenas a fazer uma pequena pausa na conversação. Uma conversação que, já agora, eu monopolizei… eu tenho dominado isto de uma forma egoísta. Por isso, em vez de dizer adeus ou boa noite, vou apenas dizer: vou tomar uma bebida e eu tenho a certeza que vos vou voltar a ver antes de partir.

Aqui está o meu momento zen”.