Mais do que uma posição militar e estratégica, os radicais do Daesh crêem numa prédica de Maomé, transcrita no Corão, de que será em Dabiq que os muçulmanos irão derrotar os infiéis, no dia do Juízo Final. Para já, tiveram de fugir da cidade, localizada na província de Alepo, que controlavam desde agosto de 2014.

Dabiq terá sido mesmo o cenário para os vídeos de propaganda do auto-proclamado Estado Islâmico e dá mesmo o nome ao título da sua revista mensal em Inglês.

Símbolo religioso e profético dos radicais, Dabiq foi conquistada por rebeldes sírios apoiados pelas forças militares turcas. Em menos de 24 horas, segundo o relato do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Na internet, multiplicam-se as informações e imagens da reconquista da cidade de Dabiq, nomeadamente do Exército Livre da Síria.

Fuga sem quartel

As informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos dão conta que os jiadistas bateram em retirada de Dabiq. A organização não governamental refere também que a fuga ocorreu após igual debandada dos extremistas das localidades de Sauran y Ehtimilat, situadas a noreste da província de Alepo.

Os combatentes do Estado Islâmico começaram a abandonar Dabiq durante a noite, fugindo para zonas ainda sob seu controlo.