Um avião da Air Seychelles quase colidiu com outro da companhia aérea Emirates, que voava no sentido oposto. O incidente aconteceu na última sexta-feira.

A colisão foi evitada pelo comandate da Air Seychelles que efetuou uma manobra rápida, evitando centenas de mortes.

O avião da Emirates partiu do Dubai e encontrava-se num viagem para as Maurícias. Com autorização da torre de controlo, esta aeronave desceu até aos 38 mil pés, cerca de onze mil metros, para preparar a aterragem na ilha.

Mas, ao mesmo tempo, um avião da Air Seychelles estava a descolar no aeroporto das ilhas Maurícias com destino às Seicheles, na África Oriental. O incidente ocorreu por causa de um erro um erro da tripulação do aparelho da companhia árabe, que informou os operadores de terra que o avião se encontrava a 36 mil pés, cerca de 10 mil metros. 

De acordo com o jornal The Telegraph, foram disparados alertas do sistema de prevenção de colisão, ao perceberem que o voo da Emirates se encontrava a voar a maior altitude do que aquela que tinha sido dita. Quando o piloto da Air Seychelles reparou que estava a ir na direção exata do avião da Emirates, resolveu fazer uma curva apertada à direita, evitando assim uma colisão entre os dois aparelhos.

Segundo o Aviation Herald, um sistema que informa diariamente sobre incidentes e situações críticas em empresas de aviação, os dois aviões passaram um pelo o outro a uma distância de 14 quilómetros.

Roberto Vallicelli, o piloto do avião da Air Seychelles, foi elogiado pela sua atuação rápida, assim como o copiloto, Ronny Morel. "Felicitamos o nosso capitão Roberto Vallicelli e o copiloto da Seychelles, Ronny Morel, que estavam no voo HM054 das Maurícias para Seychelles, na noite de sexta-feira, 14 de julho de 2017”, referiu um porta-voz da companhia aérea.

O treino e os protocolos de operações entraram em ação, o que demonstra a exigência do treino a que são submetidos os pilotos da Air Seychelles. Elogiamo-los pelo que fizeram", pode ler-se num comunicado da empresa.

A companhia aérea Emirates confirmou ter recebido um relatório do incidente e está disposta para “total cooperação em qualquer investigação".