Teresa Romero foi o primeiro caso de ébola em Espanha e tornou-se mediática não só pela doença, mas também pelo facto de o seu cão ter sido abatido por receio de ser uma fonte de contágio. Finalmente curada, a enfermeira ainda vai ficar no hotel mais duas a três semanas, mas tem já uma certeza: quer doar sangue para salvar outros infetados.

Foi a sua amiga Teresa Mesa quem confirmou esta intenção, em declarações ao «El País»: «Não sei se lhe pediram, mas ela disse ao marido que está disposta a fazê-lo», afirmou, depois de ter admitido que Romero ainda se encontra num estado «muito débil». 


De qualquer modo, os quatro testes realizados deram negativo e, por isso, já se pode dizer que está curada.
O porta-voz do comité de crise criado pelo Governo espanhol esclareceu ontem que «não há muitas evidências de que [o sangue] serve ou não, nem de qual o momento adequado para utilizá-lo». 

«Entendo que se proponha [a Teresa Romero] fazê-lo», mas «é uma decisão que tem de ser tomada por ela», defendeu Fernando Simón.

Certo é que já uma dezena de pacientes infetados com o vírus nos países desenvolvidos ficaram curados com o soro convalescente doado, com o objetivo de gerar anticorpos para vencer o ébola. 

No Hospital Carlos III, em Madrid, permanecem 15 pessoas em observação por terem estado em contacto com a enfermeira.

O arranque desta semana tem sido marcado por notícias de esperança no combate ao vírus: uma médica norueguesa também conseguiu curar-se e a Nigéria está oficialmente livre da epidemia. Os testes de vacinas nos países mais afetados vão começar em janeiro.