
Mistério na Câmara dos Deputados brasileira. Apareceram umas cuecas em pleno parlamento. Deixou-as cair um deputado, não se sabe qual. Menos ainda se sabe de quem eram. O facto é que ninguém as reclamou.
Aconteceu há duas semanas e há testemunhas, mas quem viu não quer contar muito. O assunto foi mantido em segredo durante alguns dias, só que acabou por vir a público.
Naquele dia, por volta das 17h, no período da Ordem do Dia na assembleia, um deputado chegou a correr para ir votar, remexeu nos bolsos e deixou cair algo. Era uma «calcinha, mais para calçola», na descrição da «Globo», «branca e vermelha, com babadinhos nas laterais».
O deputado não reparou e seguiu para o plenário. Alguns seguranças deram pelo caso e um deles deu um chuto discreto na peça de lingerie, para a esconder ao pé do caixote do lixo. Avisado pelo segurança, um assessor do presidente da Câmara dos Deputados guardou-a.
E o que aconteceu depois? A partir daqui as versões divergem. Há quem diga que a «calcinha» foi guardada na sala de Perdidos e Achados da Câmara, e quem garanta que não, que foi destruída. Incinerada.
O caso virou piada entre os deputados. «Deve ser alguma sacanagem que fizeram com alguém. Era fio dental? Não? Calçolão? Aí não, aí é um fiasco», disse Marco Maia, o presidente da Câmara dos Deputados.
Toda a gente fala do assunto. Até Tiririca, o palhaço que chegou a deputado nas últimas eleições. «Eu estava no cafezinho e dois colegas me chamaram para me mostrar a calcinha. Não tenho ideia de como se deu esse acidente. O que sei é que sumiram com ela. A gente tem uma desconfiança de quem é o dono, mas não podemos entregar o colega», diz Tiririca.