O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou o seu primeiro dia em Cuba com um passeio e jantar familiar em Havana Velha, onde foi saudado pelos cubanos que saíram às ruas para o ver, apesar da chuva.

Há várias semanas que não chovia com tanta intensidade em Havana, mas tal não impediu muitos cubanos de saírem para as ruas na zona histórica da cidade para dar as boas-vindas ao Presidente norte-americano.

Barack e Michelle Obama com as filhas em Havana (Foto Reuters)

A presença do Presidente dos Estados Unidos em Cuba é um momento histórico, uma vez que Obama é o primeiro presidente norte-americano a visitar a ilha em 88 anos. 

Devido ao mau tempo, a cerimónia de encontro de Obama com o pessoal diplomático norte-americano em Cuba não aconteceu na embaixada dos Estados Unidos da América ao ar livre, como estava previsto, mas numa sala de um hotel. 

Ponto alto da visita: o encontro com Castro

A visita de Barack Obama a Cuba tem a duração de dois dias, que marcam uma mudança numa relação de décadas. Esta mudança começou a construir-se há pouco mais de um ano, com o reatar das relações diplomáticas entre os dois países, promovidas pelo presidente norte-americano e Raul Castro.

Em agosto último, a reabertura da embaixada dos Estados Unidos em Havana, dava outro sinal positivo. A visita de Obama, na reta final do seu mandato como chefe máximo dos Estados Unidos, é o início de uma nova era.

O embargo económico e a presença militar norte-americana na base de Guantánamo estarão na agenda desta visita que tem como ponto alto o encontro entre Barack Obama e Raul Castro. 

Manifestantes libertados

Os dissidentes cubanos que foram detidos no domingo em Havana, após uma marcha do movimento Damas de Branco, começaram a ser libertados, disseram à Efe fontes do grupo.

Entre os libertados está a líder das Damas de Branco, Berta Soler, e o seu marido, antigo preso político, Ángel Moya, bem como o ativista Antonio González Rodiles, o artista de graffiti Danilo Maldonado “El Sexto" e o músico Gorki Águila.

Soler disse à Efe não poder determinar quantos dissidentes, dos cerca de 60 detidos na manhã de domingo, foram libertados, indicando que desconhece também a situação atual das mulheres do seu grupo que viajaram de províncias como Matanzas, Villa Clara, Guantánamo e Santiago de Cuba para assistir à marcha dominical, não sabendo se regressaram às suas localidades.