Considerado uma das mais ameaçadoras tempestades dos últimos dez anos, o furacão Matthew já fez pelo menos 35 mortes no Haiti, o país mais pobre do hemisfério ocidental e, consequentemente, o mais desprotegido. As eleições gerais no país, que se realizariam no próximo domingo, 9 de outubro, tiveram mesmo de ser adiadas.

"Estes números (...) não incluem dados do departamento de Grande Anse", atingido pelo olho do furacão, ressalvou o porta-voz da proteção civil Edgar Celestin, citado pela agência de notícias AFP. Por isso, o número poderá aumentar.

O porta-voz do Ministério do Interior, Guillaume Albert Moléon, mostrou-se consternado com o que está a acontecer.

"[A situação é] muito preocupante”.

O balanço anterior indicava que pelo menos nove pessoas tinham morrido no Haiti e quatro na República Dominicana, também na região das Caraíbas.

Este furacão é o mais forte a atingir as Caraíbas desde 2007 com ventos de 230 quilómetros por hora, ameaçaram Cuba e as Bahamas. Depois disso, começou a dirigir-se para a Florida.

Tem deixado para trás um rasto de morte e destruição. As Nações Unidas já classificaram o impacto do "Matthew" como a pior crise humanitária no Haiti desde o tremor de terra em 2010 em que morreram mais de 200 mil pessoas